Chão, poeira e música

By lucascardim

São duas e cinco da manhã. Do meu lado, Guiminha tá brincando de aperriar Davi – quase dormindo – apertando as pernas dele. Davi, com os olhos vermelhos e meio sem entender o que acontece, olha pra mim acordando, fica sem entender nada, dá uma risada de sono e volta a tentar dormir. Lipinho tá vendo os vídeos de hoje e Manel tá todo abusado querendo dormir enrolado num lençol florido (mermão, a gente fez um pacto pra não comentar quem deixa de tomar banho mas eu aviso logo que todo mundo já passou do ponto aceitável de podridão de um porco). Do ponto de vista de conquistas, hoje achamos que a viagem se realizou. Quando planejávamos essa loucura, sonhávamos conhecer lugares e pessoas surpreendentes, descobrindo cantos, tocando e conversando com gente que jamais faria parte de nossas vidas mas que passariam a ser um importante pedaço dela. E abençoada seja a música. Na brenha, no meio da rua, no meio do nada, a música é, sem dúvida alguma, a linguagem mais unificadora que existe. Mas vocês acham que eu vou escrever mais? PUXA O FOOOOLE FÍ DE RAPARIGA!

Nóis e Zé Bezerra, Catimbau

Nóis e Zé Bezerra, Catimbau

Cyeldes Bilina, Sertânia

Cyeldes Bilina, Sertânia

Agradecimentos especiais pra tio Fernando e tia Maria do Carmo que deram uma infra fenomenal em Sertânia.


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